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05/06/2008

Microtendências.

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Microtrends
Outro marketeiro que veio ao Brasil para o evento da HSM foi o Mark Penn. Ele é autor do livro Microtrends, Microtendências, que fala sobre o fim das mega tendências e o crescimento da importância das pequenas comunidades, pequenos nichos de mercado etc.

O seu discurso tem tudo a ver com o discurso da Cauda Longa, confira as melhores partes.

“Pensávamos que, à medida que a sociedade de massas aumentasse, seríamos padronizados em rosto e cor. Porém, o que vimos foi que mais individualista ela se tornou.” Para ele, a era das megatendências acabou. Os pequenos grupos tornaram-se poderosos e mudam a face da sociedade tal qual a conhecemos. “A maioria das previsões para o futuro são erradas, porque é necessário entender muito melhor o presente”.

"Todo empresário deve se perguntar: eu estou na Economia Ford ou na linha da Starbucks?”.

“A economia Ford baseava-se na pseudo-escolha que você teria de comprar carro de qualquer cor, desde que fosse preta”. A Starbucks é o modelo oposto no qual o consumidor pode ter o que quiser, desde que pague a conta. “Você pode ter café com conhaque, café com leite, café descafeinado. São diversas opções para uma xícara de café.”

Isso acontece por três principais razões:

1. A internet muda a maneira pela qual as pessoas vendem, ao reunir grupos de pessoas dispersas geograficamente;

2. O custo da produção de bens personalizados reduziu-se, pois a manufatura está mais eficiente e tornou-se mais econômico produzir bens customizados;

3. Os indivíduos determinaram que querem ser diferentes – vestir-se, agir, viver, consumir diferentemente.

"O caso do Pod da Apple é emblemático como exemplo de mudança, porque se trata do sonho do produto moderno: ser personalizado e, ao mesmo tempo, produzido de modo totalmente padronizado, pois todo o trabalho da customização fica a critério do consumidor."

"Grupos pequenos podem revolucionar um negócio e as estatísticas do Brasil mostram o desenvolvimento de novos mercados."

"É uma economia de um trilhão de dólares, baseada em coisas que, antes, eram impensáveis. Os idosos são em maior número, há um crescimento grande no número de consumidores, casais adiam a chegada dos filhos e tornam-se uma classe média que se expande, 45% das mulheres trabalham. Há uma explosão de microtendências no Brasil.”

“A sociedade é uma massa enorme de contradições. Para cada tendência, há uma contra-tendência”. Para cada grupo mais religioso, há um grupo que fala mais de ciência, por exemplo. O que acontece é que esses extremos tornam-se grandes o suficiente para se tornarem mercados.

Para o estudioso, as sociedades que privilegiam as microtendências são aquelas que privilegiam a individualidade. “Os marketeiros devem pensar em como produzir para o consumidor que quer customizar seu produto ou fazer como a Starbucks, que customiza para ele”.
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Sobre a nova família:

“Nos Estados Unidos, as mulheres solteiras passaram de 30 milhões para 55 milhões, ou seja, aumentou o número de mulheres que lideram a estrutura familiar”, diz Penn.

“À medida que vemos mais mulheres bem-sucedidas na força de trabalho, vemos o surgimento da ‘mulher-pantera’. Com isso, cresce o número de casais em que a mulher é cerca de cinco anos mais velha que o homem”.

Os jovens casais atrasam o nascimento do seu primeiro filho. Mas muitos optam por ter bichos de estimação, que são muito mimados em petshops, hotéis e até padarias especiais para os animais.

“Os bichos passaram a ser a família em determinados grupos e consomem vorazmente sua renda disponível”.

Quanto aos pais de segunda viagem (pessoas que se tornam pais em torno dos 45 anos), o que acontece, segundo as pesquisas de Penn, é que a experiência da paternidade torna-se bem diferente da dos pais jovens. É diferente, também, a experiência familiar de consumo. “Está aí um novo grupo, com novo estilo de vida. Assim, o que buscamos são as mudanças no estilo de vida”.

Ao mesmo tempo, os pais (do sexo masculino) passam mais tempo com os filhos nos Estados Unidos do que passavam antes, porque as mães transferiram parte de sua responsabilidade ao marido. Esses pais se consideram negligenciados pelo mercado.

Identificou-se, também, a tendência de os casais morarem em cidades distintas durante um determinado período de tempo, por razões de trabalho ou estudo. Isso significa um grande mercado para vídeo-conferência, por exemplo.

Casamentos entre pessoas que se conheceram pela internet são um outro caso de microtendência de relevo. O casamento surge a partir de um grupo social muito menos restrito do que antes. “Agora, há um mundo de escolhas, inclusive sites especializados em encontros. Tal fenômeno está quebrando as barreiras convencionais de classes sociais e distância”.

“72% das pessoas que se casaram pela internet, segundo nossas pesquisas, estão extremamente felizes, apesar do preconceito que ainda existe quanto a esse tipo de encontro”.


"O que se vê, hoje, é que as pessoas querem trabalhar mais, seja porque gostam do trabalho na economia do conhecimento, seja porque limitações de renda as impede de se aposentar."

“Se a geração mais velha resolvesse trabalhar um ano a mais, resolveria muitos problemas da previdência social. Metade dos americanos de hoje não vão se aposentar nunca. Uma parte deles, porque não tem dinheiro; outra parte, porque quer continuar trabalhando. “As pessoas estão escolhendo o trabalho antes do prazer. É preciso reavaliar como será a próxima geração de idosos. As implicações disso são enormes.”

Dobrou, nos Estados Unidos, o número das pessoas que viajam para chegar ao trabalho. Cresce, assim, o mercado para livros em áudio, porta-copos ou alimentos para serem ingeridos no automóvel. Essas pessoas constituem o grupo a ser mais afetado pelo aumento no preço da gasolina. Penn afirmou que, para poupar dinheiro, esse grupo terá que usar carros híbridos ou, talvez, nem ir ao trabalho.

“Poderão trabalhar em casa mesmo, usando recursos de contato via vídeo, por exemplo”, da mesma maneira como aumenta grandemente o número de pessoas que trabalham em casa, também aumenta o número de pequenos estabelecimentos, fruto do empreendedorismo dessas pessoas que não querem mais trabalhar convencionalmente.

O setor que mais cresce nos Estados Unidos é o de negócios sem fins lucrativos. O charme do mundo comercial já não é tão atraente. Os jovens buscam um campo que seja empolgante, baseados no ideal de melhorar o mundo.

Sobre as preocupações com a saúde

“Nunca vimos uma população tão obesa, nem tanta gente morrendo de fome para viver mais. Um número cada vez maior de pessoas, em nome da longevidade, está em busca de uma dieta de menos de 1.000 calorias por dia. À medida que as pessoas não estarão nos restaurantes, portanto, precisarão de opções de coisas a fazer que não estejam relacionadas ao consumo de alimentos.


“Se você é médico, observe que há uma nova geração de pacientes. São aqueles que pesquisam na internet e lhe dizem o que fazer e até que remédio prescrever”. Com isso, muitas farmácias já vendem mais remédios para quem se auto-medica, equivocadamente.

“Para cada pessoa que ama o sol, existe um que odeia o sol. Isso tem impacto também sobre o setor de turismo, que pode precisar fazer o seguro do filtro-solar. Consomem-se mais chapéus, roupas de manga longa e roupas em tecidos com filtro-solar”.

Sobre a relação com a tecnologia

Mais jovens estão entrando nos negócios. “Eu mesmo entrei no mercado aos 13 anos, vendendo selos. Hoje, isso é rotina no e-bay. Cerca de 1,6 milhão de adolescentes americanos estão ganhando dinheiro na internet.

"Como contra-tendência, há um crescente número de jovens que tricotam, numa busca por fazer coisas com as mãos, que pode ser uma maneira de escapar de um mundo em que tudo é rápido. “Vemos, também, pessoas se afastando da tecnologia e buscando sossego”.

O palestrante destacou que os chamados social geeks são os consumidores de tecnologia que têm vida social ativa (diferentemente do que ocorria no passado, quando os adeptos da tecnologia escondiam-se).

“A tecnologia, portanto, também deve estar atenta às mudanças no estilo de vida. As mulheres passaram a ser grandes consumidoras de tecnologia e querem design e facilidade de uso.

“As mulheres também compram muitos carros. Assim, os anúncios têm que ser voltados a elas, bem como os modelos de automóveis.”

Quanta coisa, certo? Tem de tudo. Dogmas FORA! Individualidade DENTRO!

Comments

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Eu comprei esse livro em ingles, nao aguentei esperar. E ainda tava em promoção na livraria cultura.

é muito bom!!!!! sensacional....leiam leiam leiam!!!!

“A sociedade é uma massa enorme de contradições. Para cada tendência, há uma contra-tendência”. Para cada grupo mais religioso, há um grupo que fala mais de ciência, por exemplo. O que acontece é que esses extremos tornam-se grandes o suficiente para se tornarem mercados.

Só faltou ele dizer que "o medo de perder inibe a vontade de ganhar" e que "amanhã será um novo dia".

NÃO AGUENTO MAIS ESTES ENLATADOS AMERICANOS. O CARA VEM AQUI, FALA UM MONTE DE OBVIEDADES, É OVACIONADO E VENDE MILHÕES DE LIVROS!!!

PQP! É POR ISTO QUE SOMOS CONHECIDOS LÁ FORA COMO "MACAQUITOS".

Gabriel Peixoto
Providenciando os pom-poms e a sainha de chefe de torcida para o Jordão ir babar o ovo dos Yankes no HSM.

Gabriel, aí vai uma sugestão pra você emplacar como palestrante (juntar umas 8 pessoas como apareceu naquela foto é pouquinho, né?).

É o seguinte: por mais medíocre que um palestrante seja (eu conheço dezenas deles), você precisa publicar um LIVRO!! Isso mesmo. Por mais tosco que o livro venha ser (na hora da revisão, peça ajuda ao Elton ou Alessandro, por exemplo), ter um livro publicado vai lhe dar uma credibilidade imensa. Todo mundo vai começar a achar que você entende do assunto.

O conteúdo fica a seu critério. Aí vão três sugestões de título:

1) "Do Calypso ao colapso"
2) "De Belém-Belém com a vida"
3) "Rio Jordão: Adoro o Rio, odeio o Jordão"

Abraço.

Minha opinião é que o Ricardo está certo!
Elivaldo

Gabriel, o Engraçadão!

Sou da seguinte opinião:

Se você não gosta de nada que o cara escreve, NÃO LEIA!!

GABRIEL, VAI PROCURAR OUTRA COISA PARA LER, CARA! PORQUE ULTIMAMENTE VOCÊ SÓ TEM ESCRITO ASNEIRAS DE INDIGNAÇÃO SOBRE ASSUNTOS QUE PELO VISTO VOCÊ DESCONHECE!

Caso você não tenha compreendido, Mark Penn está falando de Segmentação de Mercado. É o que acontece no mundo hoje. Olhe para o seu lado e vejo o seu vizinho! Ele é tão diferente de você que precisa de empresas pensando no que ele vai querer comprar e de que forma. Diferente de você, que pelo jeito consome cultura de massa indignado porque a GLOBO controla tudo e porque os EUA são uma potencia mundial (em decadência diga-se de passagem).

Um última coisa Gabriel, o seu discurso é muito arcaico!

Você precisa rever seus conceitos!

Uma das inteligências que o mundo precisa nesse início de século é a inteligência capaz de ORGANIZAR, SINTETIZAR, ESQUEMATIZAR, chamem como quiserem, as informações sobre o que tem que ser feito.

TODO MUNDO é metido a sabe tudo. POUQUÍSSIMOS são capazes de sintetizar objetivamente o que tem que ser feito, ordenar as prioridades, e entusiasmar as pessoas para realizar os objetivos.

O autor do Microtrends é um desses caras que trabalha no nicho de organizar as idéias.

LEIAM!

Ricardo


Lêdo engano. Temos vários brasileiros com essa capacidade. Mas és tão "apaixonado" pelos gurus americanos que pra você eles são "Midas".

Gabriel Peixoto

Godoy, eu não sou muito bom com as palavras, eu sou mesmo é de FAZER!!!

http://www.youtube.com/watch?v=aQOHBFSHH10feature=user

O revisor de textos para edição, de camisa branca no vídeo SOY JO...

Espero te dar um forte abraço algum dia desses, e tomar uma Bohemia com vocês!

Desculpem-me, mas o link correto é esse:

http://www.youtube.com/watch?v=aQOHBFSHH10

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